Os sistemas de Inteligência Artificial estão longe de conseguirem replicar a forma como os humanos aprendem a linguagem e os investigadores da Meta têm trabalhado nesta questão para tornar o processo mais eficiente. Os modelos modernos de linguagem são treinados com milhares de milhões de frases na internet e podem parametrizar 175 mil milhões de sinapses artificiais mas o cérebro humano pode aprender alguns milhões de frases e adaptar continuamente um bilião de sinapses.
"A nossa espécie é a única que domina a linguagem. Podemos produzir e entender uma quantidade enorme de frases e palavras e aprendemos de forma muito rápida. As crianças aprendem muito rapidamente, com poucos dados, e isto requer uma competência que ainda continua a ser desconhecida", explica o investigador Jean Remi King.
Por exemplo, as crianças aprendem que “laranja” pode se referir tanto a frutas e cores de apenas alguns exemplos, mas os sistemas modernos de IA não podem fazer isso tão eficientemente como as pessoas.
A Meta AI, a unidade de desenvolvimento de investigação em inteligência artificial, anunciou hoje uma nova iniciativa para investigação de longo prazo para perceber melhor como o cérebro humano processa a linguagem, e uma colaboração com o centro de neuroimagem NeuroSpin (CEA) e INRIA.
Os resultados do estudo vão ser usados para orientar o desenvolvimento de IA que processa fala e texto e os dados que já foram recolhidos estão a ser partilhados com várias instituições acadêmicas, incluindo o Instituto Max Planck de Psicolinguística e a Universidade de Princeton.